Fuja. Fuja. Fuja:
Era noite. Uma mãe levava sua filha pequena a um prostíbulo — era ali que ela trabalhava. Deixava a menina na recepção enquanto atendia seus clientes. A criança, solitária e entediada, se perguntava o que a mãe fazia com aqueles homens atrás das portas sempre fechadas. Cansada de esperar o trabalho da mãe terminar, e com a vontade de urinar surgindo de repente, resolveu sair. A recepcionista, ocupada demais com os frequentadores, nem percebeu. Lá fora, nos fundos do prédio, havia um beco. A menina precisava fazer xixi, estava muito apertada, mas não queria incomodar a recepcionista nem a mãe. Sabia que os banheiros ficavam nos quartos — os mesmos para onde sua mãe e outras mulheres iam com aqueles homens estranhos. Então decidiu entrar no beco e fazer ali mesmo, mas, antes que entrasse, um homem a viu. Aproximou-se devagar, com um sorriso disfarçado, e perguntou: — O que uma florzinha como você está fazendo aqui sozinha? — Estou apertada... preciso f...