Estamos fadados ao esquecimento digital?

Já parou para pensar que todo o acervo digital pode acabar algum dia?
Seja por uma catástrofe natural, como explosões solares, ou por medidas tomadas por grandes empresas — como o Google, que agora exclui sua conta se você não acessá-la por dois anos.

Ou seja, imagine todas aquelas boas lembranças que você salvou… Se você for um artista ou escritor, tudo será perdido caso morra e não tenha alguém para manter sua conta ativa.
Todos os seus anos de trabalho e dedicação, todo o seu legado, simplesmente desaparecendo de uma só vez.

Talvez a solução seja salvar tudo em HDs externos. Mas há um problema: HDs podem falhar quando você menos espera. É difícil. Mesmo que você confie em outras empresas além do Google, elas também podem mudar suas regras a qualquer momento.
Se o Google está fazendo isso, é questão de tempo até que as outras companhias de nuvem sigam o mesmo caminho — o famoso “efeito manada”.

E as redes sociais? Já pensou que tudo que está nelas também pode desaparecer?
Nem estou falando de uma empresa falir, mas do próprio tempo. Redes sociais são algo recente na história da humanidade. Agora imagine daqui a 100 anos… As primeiras gerações dessas plataformas já terão partido. Então, por que essas empresas manteriam os dados de contas de pessoas que já se foram?
Tudo será perdido.

Talvez você pense que isso não seja um problema, mas estaríamos perdendo um material histórico riquíssimo: a forma como as pessoas pensavam em determinada época, seus gostos, suas peculiaridades e muito mais.
Mas, pensando bem, talvez daqui a 100 anos essas redes nem existam mais da forma que conhecemos. Elas podem simplesmente encerrar seus servidores — como já aconteceu com o Orkut.

Para mim, no entanto, a pior perda seria a dos arquivos na nuvem.
Sem sombra de dúvida.
É triste imaginar isso.
Muita coisa se tornará lost media.

No fim, talvez estejamos realmente fadados ao esquecimento.

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