Pato Assassino:
Capítulo 1:
Um pato que mata sempre da pior forma possível. Um assassino cruel. Ele elimina animais de baixo a alto escalão, principalmente aquelas com forte influência no País. Há uma recompensa enorme por sua cabeça, e a polícia o persegue há anos. Como se não bastasse, todo o submundo do crime também está atrás dele.
Era mais um dia nublado.
Um pato, vestindo um sobretudo comum, chapéu, óculos escuros, barba grisalha falsa e apoiado em uma bengala, estava sentado em um banco de praça.
Uma raposa, também de sobretudo, chapéu e óculos escuros redondos, sentou-se ao seu lado.
Ele acendeu um cigarro e perguntou:
— Algum trabalho novo?
Ela entregou dois envelopes com o mesmo conteúdo, só que cada um possuía um tipo de escrita diferente. Ao abrir um deles, ele passou a mão nas folhas. O pato sorriu:
— Demorou, mas fico feliz que tenha conseguido localizar a carga. Deixa comigo, eu faço o resto.
— Odeio ter que te ajudar. Coloco minha cabeça em risco — disse ela, frustrada.
— Entendo. Mas sei que você sabe que sou o único que pode pará-los. Então lembre-se: nosso trabalho é importante — ele tragou o cigarro, tranquilo.
— O detetive está desconfiando de mim. Não sei até quando vou poder ajudá-lo. Além do mais... nós não fazemos do jeito certo. No fim, somos criminosos — disse ela, pensativa.
— Tem razão. Mas, no fim, esse é o único caminho. E não se preocupe, eu sempre vou te proteger.
Ele se levantou e foi embora, caminhando com a bengala, apesar de não ser velho.
Dias se passaram.
O pato vestiu o sobretudo azul e colocou outro por cima. Ele foi até um lago nublado que conectava ao mar. Assobiou, e então surgiu outro pato. Diferente dele, tinha corpo mais animalesco: olhos brancos e bico retangular.
— O que faz aqui? Você foi banido do seu clã. Suma da minha frente — disse o irmão, com desgosto.
— Preciso de uma carona. Preciso da sua ajuda — respondeu o Pato Assassino, ajeitando os óculos escuros.
— Nossa mãe teria vergonha de você. E ainda vem pedir minha ajuda? Você não passa de um assassino... um ser caído, amaldiçoado pelo mal que escolheu seguir! — as palavras saíram cheias de raiva.
O Pato Assassino riu, cinicamente:
— Nossa mãe talvez não aprovasse o que faço, mas fiz justiça por ela. A polícia, o governo... não passam de fachada. O crime organizado reina. Policiais prendem, e em uma semana eles já estão soltos. Eu sou o único que coloca a mão na lama para fazer justiça. Eles temem a mim, porque sabem que vou caçá-los até não sobrar nenhum.
— Justiça? Você só mata e mata. Isso não é justiça! Você é tão extremista quanto eles. A única diferença é que você dá mais poder para que criem leis ainda mais pesadas contra o povo. Você não é herói, é apenas um assassino de merda!
— Sim. Exatamente. Sou apenas um assassino de merda… É isso que queria ouvir? — o assassino sorriu de forma falsa e completou em seguida: — Então me ajude. Três navios do mercado negro vão passar por aqui em alguns minutos. Preciso entrar em um deles.
Ele jogou o envelope no chão, espalhando os papéis.
O pato dos olhos brancos olhou os papéis.
— Então é por isso que quer minha ajuda?
— Exatamente. Tire os animais de lá e deixe o resto comigo — disse o Pato Assassino, acendendo um cigarro e puxando a fumaça com calma.
O pato dos olhos brancos levou o irmão nas costas em alta velocidade pelo lago. Atrás deles, a neblina se fechava como um véu.
Enquanto isso, em um restaurante da elite, um leão humanoide almoçava um bife, usando talheres finos, acompanhado de vinho.
Um mico-leão humanoide, com um ar debochado, sentou-se à mesa e disse:
— Davi, o Leão Dourado. Como anda governando este estado?
O leão limpou a boca com o guardanapo.
— Vamos aos negócios. A mercadoria está chegando. Já mexi os pauzinhos para a polícia não se meter. Faça sua parte.
O mico-leão sorriu, pegou o vinho de Davi e bebeu:
— Chefe, as coisas ficaram muito mais fáceis depois que você se tornou governador.
Davi, o Leão Dourado, deu uma risada de canto e respondeu:
— Não. Sempre foi fácil. Sempre controlamos tudo por debaixo dos panos.
Empresários, políticos, juízes, promotores, delegados, repórteres, artistas, emissoras… até vários templos religiosos. Tudo está sob nossas garras.
Controlamos os dois lados da política: eles encenam uma briga falsa enquanto mantêm o povo dividido. Assim, fica muito mais fácil manipular.
Tudo não passa de um jogo onde o sistema domina.
E devo recompensar o Léo: ele criou um ótimo sistema de renda “limpa” com os cassinos online e os sites de aposta.
Algumas horas depois, os três navios negros se aproximavam da rota.
A neblina que vinha cobria todo o grande lago que se conectava ao mar, fazendo o navio-alvo se perder dos outros dois, como um alvo marcado.
O pato de olhos brancos parou ao lado do casco e falou:
— Ande logo. A neblina não irá conseguir neutralizar os radares por muito tempo.
O Pato Assassino sorriu e respondeu:
— Não se preocupe. Só preciso de cinco minutos.
Ele jogou fora o primeiro sobretudo, revelando o azul.
— Preciso de uma ajudinha. Me jogue lá em cima com seus poderes telecinéticos.
Com uma expressão cansada, o irmão o lançou para o convés.
Lá em cima, capangas o aguardavam. Ele correu e abriu fogo. O massacre foi rápido e implacável: matou vários com precisão. Então, um laser à queima-roupa foi disparado em sua direção. Ele se esquivou no último instante, graças ao reflexo aguçado.
Bateu a bengala no chão e, em seguida, jogou várias bolas de fumaça em meio à neblina, elas se espalharam pelo convés, complicando ainda mais a visão do atirador.
Aproveitando a cobertura, correu até uma estrutura que poderia servir de abrigo.
Ali, retirou o pente da arma e encaixou outro. As balas daquele pente pareciam diferentes: tinham uma coloração verde.
Lasers foram disparados, atingindo os capangas restantes em meio à fumaça.
A criatura que os acertou era uma onça humanoide, vestida com um sobretudo e uma roupa militar por baixo. Em sua testa havia um terceiro olho, de onde os disparos saíam. Em meio à fumaça, porém, ela não conseguia distinguir aliados de inimigos. Então, viu a silhueta do Pato e se preparou para atirar.
Mas, antes que pudesse disparar, uma bala verde atingiu seu terceiro olho, fazendo sua testa explodir como o disparo de um canhão. Os miolos se espalharam. A morte foi instantânea.
Até que surgiu um leão-marinho humanoide, vestindo terno e sobretudo negros.
— O lendário Pato Assassino… tão incrível quanto dizem. Diga-me, para quem você trabalha? Por que atrapalha nossos planos? Quer saber? Pago o triplo para se juntar a nós.
O Pato Assassino atirou no joelho dele.
O leão-marinho caiu agonizando.
O pato subiu em sua barriga, apoiado na bengala, e tirou os óculos escuros, revelando ser cego.
— Dinheiro? Para vocês, tudo gira em torno desses papéis que não servem nem para limpar a bunda. Olhe nos meus olhos. Você me vê, mas eu não vejo você.
Criminosos como vocês invadiram minha casa, estupraram e mataram minha mãe na minha frente e na do meu irmão, quando éramos crianças. Fizeram experimentos em nós. Meu irmão ganhou poderes… já eu fui considerado uma falha. Como castigo, vocês me cegaram, me escravizaram e me torturaram todos os dias.
Fugi com meu irmão e cumpri minha promessa. Matei todos, a sangue frio. Mas descobri que eles eram apenas fantoches de um sistema muito maior — assim como você. Agora, eu caço esse sistema… e não vou parar até destruir cada um de vocês.
Então, ele trocou o pente novamente por balas normais. O leão-marinho tentou pedir misericórdia, mas recebeu uma bala na cabeça.
De repente, através da telecinese, a voz do irmão ecoou em sua mente:
"Salve-os rápido. Os outros navios estão se aproximando. A neblina bloqueia a visão, mas já não está conseguindo impedir os radares."
Ele correu até a carga. Pensou:
“As drogas estão nos outros navios... mas aqui estão os animais para o tráfico de órgãos e os escravos sexuais para as festas sombrias dos ricos.”
Libertou as crianças e os adultos que estavam presos.
O irmão os transportava com seus poderes, sustentando-os em boias telecinéticas.
"Vamos, o que está fazendo? Saia daí" — perguntou na mente.
O Pato Assassino sorriu, acendendo outro cigarro, ouvindo os outros navios inimigos se aproximarem.
"Vai embora, irmão. Vou segurá-los aqui. No fim, sou apenas um criminoso como eles, não é?"
O pato dos olhos brancos foi embora, levando todos com ele. Lágrimas caíam de seus olhos.
Enquanto isso, o Pato Assassino inseriu um pendrive hacker no sistema do navio, copiou os arquivos e os enviou para a raposa infiltrada na polícia.
Espalhou explosivos por toda a embarcação e entrou na cabine de controle.
Sorriu.
— Viver, de fato, é uma merda.
Então, com o navio invisível ao radar graças ao sistema hackeado e envolto por uma neblina espessa que impedia qualquer visão, a embarcação do Pato Assassino colidiu com os outros navios.
A explosão engoliu tudo. Drogas, armas, corpos… e qualquer esperança foram para o fundo do mar.
Assim terminou o maior assassino.
Aquele que tentou enfrentar o sistema.
Mas, no fim, encontrou apenas a morte.
Mesmo sabendo que as provas enviadas seriam em vão, escolheu acreditar na justiça pela primeira vez.
Seu último ato foi a fé de que seu sacrifício não seria esquecido.
Após o incidente, no local marcado, o mico-leão pegou o telefone, girou o copo de vinho na mão e falou com um sorriso cínico:
— Senhor Davi... o Pato Assassino fodeu com tudo. Jogou carga, homens e navios no fundo do mar.
(Pausa curta. Ele soltou uma risada abafada.)
— Mas tenho uma boa notícia: ele está morto.
(Bebeu o último gole de vinho e completou, em tom cruel:)
— No fim, não passou de mais um pato afogado.
Era mais um dia nublado.
Um pato, vestindo um sobretudo comum, chapéu, óculos escuros, barba grisalha falsa e apoiado em uma bengala, estava sentado em um banco de praça.
Uma raposa, também de sobretudo, chapéu e óculos escuros redondos, sentou-se ao seu lado.
Ele acendeu um cigarro e perguntou:
— Algum trabalho novo?
Ela entregou dois envelopes com o mesmo conteúdo, só que cada um possuía um tipo de escrita diferente. Ao abrir um deles, ele passou a mão nas folhas. O pato sorriu:
— Demorou, mas fico feliz que tenha conseguido localizar a carga. Deixa comigo, eu faço o resto.
— Odeio ter que te ajudar. Coloco minha cabeça em risco — disse ela, frustrada.
— Entendo. Mas sei que você sabe que sou o único que pode pará-los. Então lembre-se: nosso trabalho é importante — ele tragou o cigarro, tranquilo.
— O detetive está desconfiando de mim. Não sei até quando vou poder ajudá-lo. Além do mais... nós não fazemos do jeito certo. No fim, somos criminosos — disse ela, pensativa.
— Tem razão. Mas, no fim, esse é o único caminho. E não se preocupe, eu sempre vou te proteger.
Ele se levantou e foi embora, caminhando com a bengala, apesar de não ser velho.
Dias se passaram.
O pato vestiu o sobretudo azul e colocou outro por cima. Ele foi até um lago nublado que conectava ao mar. Assobiou, e então surgiu outro pato. Diferente dele, tinha corpo mais animalesco: olhos brancos e bico retangular.
— O que faz aqui? Você foi banido do seu clã. Suma da minha frente — disse o irmão, com desgosto.
— Preciso de uma carona. Preciso da sua ajuda — respondeu o Pato Assassino, ajeitando os óculos escuros.
— Nossa mãe teria vergonha de você. E ainda vem pedir minha ajuda? Você não passa de um assassino... um ser caído, amaldiçoado pelo mal que escolheu seguir! — as palavras saíram cheias de raiva.
O Pato Assassino riu, cinicamente:
— Nossa mãe talvez não aprovasse o que faço, mas fiz justiça por ela. A polícia, o governo... não passam de fachada. O crime organizado reina. Policiais prendem, e em uma semana eles já estão soltos. Eu sou o único que coloca a mão na lama para fazer justiça. Eles temem a mim, porque sabem que vou caçá-los até não sobrar nenhum.
— Justiça? Você só mata e mata. Isso não é justiça! Você é tão extremista quanto eles. A única diferença é que você dá mais poder para que criem leis ainda mais pesadas contra o povo. Você não é herói, é apenas um assassino de merda!
— Sim. Exatamente. Sou apenas um assassino de merda… É isso que queria ouvir? — o assassino sorriu de forma falsa e completou em seguida: — Então me ajude. Três navios do mercado negro vão passar por aqui em alguns minutos. Preciso entrar em um deles.
Ele jogou o envelope no chão, espalhando os papéis.
O pato dos olhos brancos olhou os papéis.
— Então é por isso que quer minha ajuda?
— Exatamente. Tire os animais de lá e deixe o resto comigo — disse o Pato Assassino, acendendo um cigarro e puxando a fumaça com calma.
O pato dos olhos brancos levou o irmão nas costas em alta velocidade pelo lago. Atrás deles, a neblina se fechava como um véu.
Enquanto isso, em um restaurante da elite, um leão humanoide almoçava um bife, usando talheres finos, acompanhado de vinho.
Um mico-leão humanoide, com um ar debochado, sentou-se à mesa e disse:
— Davi, o Leão Dourado. Como anda governando este estado?
O leão limpou a boca com o guardanapo.
— Vamos aos negócios. A mercadoria está chegando. Já mexi os pauzinhos para a polícia não se meter. Faça sua parte.
O mico-leão sorriu, pegou o vinho de Davi e bebeu:
— Chefe, as coisas ficaram muito mais fáceis depois que você se tornou governador.
Davi, o Leão Dourado, deu uma risada de canto e respondeu:
— Não. Sempre foi fácil. Sempre controlamos tudo por debaixo dos panos.
Empresários, políticos, juízes, promotores, delegados, repórteres, artistas, emissoras… até vários templos religiosos. Tudo está sob nossas garras.
Controlamos os dois lados da política: eles encenam uma briga falsa enquanto mantêm o povo dividido. Assim, fica muito mais fácil manipular.
Tudo não passa de um jogo onde o sistema domina.
E devo recompensar o Léo: ele criou um ótimo sistema de renda “limpa” com os cassinos online e os sites de aposta.
Algumas horas depois, os três navios negros se aproximavam da rota.
A neblina que vinha cobria todo o grande lago que se conectava ao mar, fazendo o navio-alvo se perder dos outros dois, como um alvo marcado.
O pato de olhos brancos parou ao lado do casco e falou:
— Ande logo. A neblina não irá conseguir neutralizar os radares por muito tempo.
O Pato Assassino sorriu e respondeu:
— Não se preocupe. Só preciso de cinco minutos.
Ele jogou fora o primeiro sobretudo, revelando o azul.
— Preciso de uma ajudinha. Me jogue lá em cima com seus poderes telecinéticos.
Com uma expressão cansada, o irmão o lançou para o convés.
Lá em cima, capangas o aguardavam. Ele correu e abriu fogo. O massacre foi rápido e implacável: matou vários com precisão. Então, um laser à queima-roupa foi disparado em sua direção. Ele se esquivou no último instante, graças ao reflexo aguçado.
Bateu a bengala no chão e, em seguida, jogou várias bolas de fumaça em meio à neblina, elas se espalharam pelo convés, complicando ainda mais a visão do atirador.
Aproveitando a cobertura, correu até uma estrutura que poderia servir de abrigo.
Ali, retirou o pente da arma e encaixou outro. As balas daquele pente pareciam diferentes: tinham uma coloração verde.
Lasers foram disparados, atingindo os capangas restantes em meio à fumaça.
A criatura que os acertou era uma onça humanoide, vestida com um sobretudo e uma roupa militar por baixo. Em sua testa havia um terceiro olho, de onde os disparos saíam. Em meio à fumaça, porém, ela não conseguia distinguir aliados de inimigos. Então, viu a silhueta do Pato e se preparou para atirar.
Mas, antes que pudesse disparar, uma bala verde atingiu seu terceiro olho, fazendo sua testa explodir como o disparo de um canhão. Os miolos se espalharam. A morte foi instantânea.
Até que surgiu um leão-marinho humanoide, vestindo terno e sobretudo negros.
— O lendário Pato Assassino… tão incrível quanto dizem. Diga-me, para quem você trabalha? Por que atrapalha nossos planos? Quer saber? Pago o triplo para se juntar a nós.
O Pato Assassino atirou no joelho dele.
O leão-marinho caiu agonizando.
O pato subiu em sua barriga, apoiado na bengala, e tirou os óculos escuros, revelando ser cego.
— Dinheiro? Para vocês, tudo gira em torno desses papéis que não servem nem para limpar a bunda. Olhe nos meus olhos. Você me vê, mas eu não vejo você.
Criminosos como vocês invadiram minha casa, estupraram e mataram minha mãe na minha frente e na do meu irmão, quando éramos crianças. Fizeram experimentos em nós. Meu irmão ganhou poderes… já eu fui considerado uma falha. Como castigo, vocês me cegaram, me escravizaram e me torturaram todos os dias.
Fugi com meu irmão e cumpri minha promessa. Matei todos, a sangue frio. Mas descobri que eles eram apenas fantoches de um sistema muito maior — assim como você. Agora, eu caço esse sistema… e não vou parar até destruir cada um de vocês.
Então, ele trocou o pente novamente por balas normais. O leão-marinho tentou pedir misericórdia, mas recebeu uma bala na cabeça.
De repente, através da telecinese, a voz do irmão ecoou em sua mente:
"Salve-os rápido. Os outros navios estão se aproximando. A neblina bloqueia a visão, mas já não está conseguindo impedir os radares."
Ele correu até a carga. Pensou:
“As drogas estão nos outros navios... mas aqui estão os animais para o tráfico de órgãos e os escravos sexuais para as festas sombrias dos ricos.”
Libertou as crianças e os adultos que estavam presos.
O irmão os transportava com seus poderes, sustentando-os em boias telecinéticas.
"Vamos, o que está fazendo? Saia daí" — perguntou na mente.
O Pato Assassino sorriu, acendendo outro cigarro, ouvindo os outros navios inimigos se aproximarem.
"Vai embora, irmão. Vou segurá-los aqui. No fim, sou apenas um criminoso como eles, não é?"
O pato dos olhos brancos foi embora, levando todos com ele. Lágrimas caíam de seus olhos.
Enquanto isso, o Pato Assassino inseriu um pendrive hacker no sistema do navio, copiou os arquivos e os enviou para a raposa infiltrada na polícia.
Espalhou explosivos por toda a embarcação e entrou na cabine de controle.
Sorriu.
— Viver, de fato, é uma merda.
Então, com o navio invisível ao radar graças ao sistema hackeado e envolto por uma neblina espessa que impedia qualquer visão, a embarcação do Pato Assassino colidiu com os outros navios.
A explosão engoliu tudo. Drogas, armas, corpos… e qualquer esperança foram para o fundo do mar.
Assim terminou o maior assassino.
Aquele que tentou enfrentar o sistema.
Mas, no fim, encontrou apenas a morte.
Mesmo sabendo que as provas enviadas seriam em vão, escolheu acreditar na justiça pela primeira vez.
Seu último ato foi a fé de que seu sacrifício não seria esquecido.
Após o incidente, no local marcado, o mico-leão pegou o telefone, girou o copo de vinho na mão e falou com um sorriso cínico:
— Senhor Davi... o Pato Assassino fodeu com tudo. Jogou carga, homens e navios no fundo do mar.
(Pausa curta. Ele soltou uma risada abafada.)
— Mas tenho uma boa notícia: ele está morto.
(Bebeu o último gole de vinho e completou, em tom cruel:)
— No fim, não passou de mais um pato afogado.
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