Demônio do Barulho:

Segunda forma:
Primeira forma:
Entre tantas entidades que vagavam pelo vazio, havia uma que não encontrava repouso... Até que tudo começou. Em um planeta chamado Terra, a entidade enfim se agarrou. Ali, encontrou aquilo que mais desejava: barulho.

Barulho, barulho, barulho.

Seu alimento preferido. A dor de quem busca paz... A ignorância dos que adoram incomodar... Esses eram seus banquetes.

Durante eras, influenciou mentes. Fez com que os homens amassem festas, bebidas e brigas. Fez com que se apaixonassem pela construção constante — pois onde há obra, há ruído. E onde há ruído, ele se alimenta.

Os séculos passaram. E então surgiu uma invenção que o cativou por completo: a caixa de som. Foi nela que encontrou sua forma.

Hoje, ele se apresenta como um demônio de corpo retangular, com aparência sonora, chifres retorcidos, braços longos e vibrações ensurdecedoras. Jamais se cansa.

Sussurra nos ouvidos, convence, manipula: “Mais barulho. Sempre mais.”

Ama todos os sons: gritos, batidas, motores, oficinas. Nem as crianças escapam — adora fazê-las chorar. O som do choro infantil é um deleite absoluto.

Seu animal favorito? O cachorro. Pois nada é tão infernal quanto um latido incessante.

Mas essa não é sua única forma. Quando deseja se alimentar em grande escala, assume um aspecto grotesco — uma presença aterrorizante, capaz de influenciar milhares de uma só vez. Nessa forma, ele se espalha como uma epidemia sonora.

Seu prato principal? A ignorância. A falta de respeito daqueles que não se importam em incomodar. E a dor de quem busca silêncio é sua sobremesa favorita.

Enquanto ele existir, a paz jamais reinará. Pois tudo o que ele deseja é: barulho. Barulho. E mais barulho.


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