A última sereia:
Após a caçada, estavam a caminho de sua toca quando perceberam que sua filha havia saído e os acenava alegremente.
Um peixe gigante, companheiro fiel da família, tentou chamá-la de volta para a toca, mas ela o ignorou e chamou pelos pais.
Desesperados, os dois nadaram em sua direção o mais rápido que puderam.
Mas era tarde demais.
Ele a havia encontrado: o Kraken, um monstro colossal de muitos tentáculos, aproximava-se por baixo da pequena sereia.
Os pais, em um ato de desespero, usaram sua voz melódica para chamar a atenção do monstro.
E funcionou — o Kraken mudou de direção, indo atrás deles.
Eles nadaram para o lado oposto da toca.
A pequena sereia entrou em pânico, mas o peixe gigante a puxou pelos cabelos e a arrastou para dentro da toca.
Gritos ecoaram pelas profundezas, distantes, cheios de dor e pavor… e então cessaram.
A pequena sereia chorava, compreendendo que tudo aquilo era culpa sua.
Agora, ela só tinha seu único amigo: o peixe gigante.
Anos se passaram.
Lendas sobre uma linda mulher com rabo de peixe se espalharam por todo o continente.
Diziam que ela hipnotizava navegantes com sua voz, fazendo-os mudar o curso.
Ninguém entendia por que ela fazia isso.
Muitos queriam matá-la, pois acreditavam que atrapalhava as navegações.
Certo dia, vários barcos vikings cruzavam o mar.
Ao ouvirem o canto da sereia, começaram a cantar juntos, evitando o transe.
Ela tentou alertá-los, fazendo gestos para que fugissem, mas foi ignorada.
Eles tentaram capturá-la.
Subitamente, tentáculos colossais emergiram das profundezas, puxando vários barcos ao mesmo tempo.
Era o Kraken.
A sereia percebeu que era tarde demais.
Mergulhou e usou seu canto para distrair o monstro.
O Kraken a perseguiu, e ela conseguiu se esconder em cavernas submarinas.
O monstro recuou.
Ela retornou à superfície, onde restava apenas um barco.
Tentou se comunicar, mas os homens, tomados pelo medo e ódio, acreditaram que ela havia invocado o monstro.
Lançaram uma rede e a capturaram.
O peixe gigante viu tudo.
Ao ver sua amiga presa, furioso pela ingratidão dos humanos, mordeu a rede com puro ódio e a rasgou, libertando-a.
Ao olhar nos olhos daqueles homens, ela viu apenas raiva.
Com lágrimas nos olhos, foi embora.
O tempo passou.
A sereia, de coração antes puro, tornou-se vingativa.
Seu canto, agora carregado de medo, dor e raiva, atraía os homens que, hipnotizados por sua voz e beleza, acabavam devorados por ela e pelo peixe gigante.
Certo dia, foi gravemente ferida pelo Kraken.
Ferida, foi arrastada até uma ilha, onde um homem a encontrou e cuidou dela.
A sereia se espantou — tudo o que esperava da espécie humana era ódio, como o do monstro.
Mas aquele homem era diferente.
Ele tinha algo que os outros não tinham: um coração.
Ela se recuperou e retornou ao mar, mas nunca o esqueceu.
Sempre voltava para visitá-lo.
Ele a ensinou a falar como os humanos, e juntos passavam horas conversando.
Com o tempo, um sentimento mais profundo nasceu entre eles.
Certo dia, o homem esperava por ela na beira do mar.
A sereia ainda não havia chegado.
Ele notou um enorme peixe na borda do mar e tentou se aproximar para observá-lo melhor — nunca tinha visto uma criatura assim. Sorriu ao encará-lo; havia algo de único nele, algo que o lembrava sua amada.
Tentou acariciá-lo.
De repente, o peixe saltou da água, mordeu sua cabeça e o arrastou para o fundo.
Horas depois, a sereia chegou.
Não encontrou o homem.
Dia após dia, ela retornava, mas ele nunca mais apareceu.
Achou que havia sido abandonada.
E entendeu que sempre estivera certa: jamais deveria confiar naquela espécie.
O peixe gigante tentou consolá-la, mesmo sabendo que ele próprio havia matado o homem.
Não confiava em humanos desde o dia em que viu os vikings capturarem sua amiga, mesmo ela arriscando a vida para salvá-los.
A sereia estava grávida.
Teve um parto complicado e deu à luz a uma pequena sereia.
Sorriu ao ver a filha, mas logo em seguida morreu, com lágrimas nos olhos.
O peixe gigante chorou por sua única amiga.
E jurou cuidar da pequena.
Assim morria aquela que deveria ser a última — e nascia a verdadeira Última Sereia.
Um peixe gigante, companheiro fiel da família, tentou chamá-la de volta para a toca, mas ela o ignorou e chamou pelos pais.
Desesperados, os dois nadaram em sua direção o mais rápido que puderam.
Mas era tarde demais.
Ele a havia encontrado: o Kraken, um monstro colossal de muitos tentáculos, aproximava-se por baixo da pequena sereia.
Os pais, em um ato de desespero, usaram sua voz melódica para chamar a atenção do monstro.
E funcionou — o Kraken mudou de direção, indo atrás deles.
Eles nadaram para o lado oposto da toca.
A pequena sereia entrou em pânico, mas o peixe gigante a puxou pelos cabelos e a arrastou para dentro da toca.
Gritos ecoaram pelas profundezas, distantes, cheios de dor e pavor… e então cessaram.
A pequena sereia chorava, compreendendo que tudo aquilo era culpa sua.
Agora, ela só tinha seu único amigo: o peixe gigante.
Anos se passaram.
Lendas sobre uma linda mulher com rabo de peixe se espalharam por todo o continente.
Diziam que ela hipnotizava navegantes com sua voz, fazendo-os mudar o curso.
Ninguém entendia por que ela fazia isso.
Muitos queriam matá-la, pois acreditavam que atrapalhava as navegações.
Certo dia, vários barcos vikings cruzavam o mar.
Ao ouvirem o canto da sereia, começaram a cantar juntos, evitando o transe.
Ela tentou alertá-los, fazendo gestos para que fugissem, mas foi ignorada.
Eles tentaram capturá-la.
Subitamente, tentáculos colossais emergiram das profundezas, puxando vários barcos ao mesmo tempo.
Era o Kraken.
A sereia percebeu que era tarde demais.
Mergulhou e usou seu canto para distrair o monstro.
O Kraken a perseguiu, e ela conseguiu se esconder em cavernas submarinas.
O monstro recuou.
Ela retornou à superfície, onde restava apenas um barco.
Tentou se comunicar, mas os homens, tomados pelo medo e ódio, acreditaram que ela havia invocado o monstro.
Lançaram uma rede e a capturaram.
O peixe gigante viu tudo.
Ao ver sua amiga presa, furioso pela ingratidão dos humanos, mordeu a rede com puro ódio e a rasgou, libertando-a.
Ao olhar nos olhos daqueles homens, ela viu apenas raiva.
Com lágrimas nos olhos, foi embora.
O tempo passou.
A sereia, de coração antes puro, tornou-se vingativa.
Seu canto, agora carregado de medo, dor e raiva, atraía os homens que, hipnotizados por sua voz e beleza, acabavam devorados por ela e pelo peixe gigante.
Certo dia, foi gravemente ferida pelo Kraken.
Ferida, foi arrastada até uma ilha, onde um homem a encontrou e cuidou dela.
A sereia se espantou — tudo o que esperava da espécie humana era ódio, como o do monstro.
Mas aquele homem era diferente.
Ele tinha algo que os outros não tinham: um coração.
Ela se recuperou e retornou ao mar, mas nunca o esqueceu.
Sempre voltava para visitá-lo.
Ele a ensinou a falar como os humanos, e juntos passavam horas conversando.
Com o tempo, um sentimento mais profundo nasceu entre eles.
Certo dia, o homem esperava por ela na beira do mar.
A sereia ainda não havia chegado.
Ele notou um enorme peixe na borda do mar e tentou se aproximar para observá-lo melhor — nunca tinha visto uma criatura assim. Sorriu ao encará-lo; havia algo de único nele, algo que o lembrava sua amada.
Tentou acariciá-lo.
De repente, o peixe saltou da água, mordeu sua cabeça e o arrastou para o fundo.
Horas depois, a sereia chegou.
Não encontrou o homem.
Dia após dia, ela retornava, mas ele nunca mais apareceu.
Achou que havia sido abandonada.
E entendeu que sempre estivera certa: jamais deveria confiar naquela espécie.
O peixe gigante tentou consolá-la, mesmo sabendo que ele próprio havia matado o homem.
Não confiava em humanos desde o dia em que viu os vikings capturarem sua amiga, mesmo ela arriscando a vida para salvá-los.
A sereia estava grávida.
Teve um parto complicado e deu à luz a uma pequena sereia.
Sorriu ao ver a filha, mas logo em seguida morreu, com lágrimas nos olhos.
O peixe gigante chorou por sua única amiga.
E jurou cuidar da pequena.
Assim morria aquela que deveria ser a última — e nascia a verdadeira Última Sereia.
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