Empatia seletiva: a compaixão tem classe?

Já parou para pensar nessa coisa de empatia?

As pessoas parecem sentir mais pena de um empresário rico do que de alguém que está morrendo de fome.
O que quero dizer é que elas conseguem enxergar o lado do empresário — falam sobre os impostos que as empresas precisam pagar, as dificuldades para contratar funcionários, os processos que podem sofrer...
Mas, quando se trata de alguém passando fome, doente, com dificuldades financeiras ou enfrentando problemas mentais, simplesmente não se importam.
Para elas, é “frescura”, “falta de esforço”, “preguiça”.

O pessoal do agronegócio, por exemplo, prefere vender seus produtos para fora do país a abastecer o mercado interno.
E, mesmo assim, as pessoas conseguem entender o lado deles.
Dizem-se patriotas, mas, na hora de vender, mandam o melhor para fora e deixam o que sobra — ou o que não presta — para o próprio povo.
Muitas vezes, preferem jogar toneladas de alimentos fora a doar para quem realmente precisa.

É revoltante perceber como a empatia das pessoas tem um filtro de classe.
Elas conseguem se colocar no lugar de quem já tem tudo, mas ignoram completamente quem está no fundo do poço.
A verdade é que o rico sempre tem preferência.
Até na hora de sentir empatia, as pessoas escolhem quem “merece” mais compaixão — e quase nunca é quem mais precisa.

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