Planta Caótica:
Em meio à floresta Amazônica, um botânico estudava algumas plantas locais quando encontrou algo peculiar — uma flor que ele nunca havia visto antes.
Era pequena, coberta por espinhos, mas havia algo diferente nela, algo que ele não conseguia explicar. Parecia ainda não ter florescido.
Curioso, ele a colocou em um vaso para estudá-la melhor.
Depois de uma longa viagem de volta para casa, colocou a flor em sua estufa, sobre a mesa de estudos. Ali mesmo, ligou para seu antigo professor pelo telefone fixo, que ficava ao lado da mesa, já que a tela do smartphone parecia ter pifado.
Queria contar sobre o achado — sem perceber que seu cachorro havia se aproximado da pequena flor.
O animal começou a latir insistentemente, mas o dono, ocupado na ligação, ignorou os latidos... até que eles cessaram, de repente.
Ao terminar a chamada, chamou pelo cachorro — mas ele não respondeu. Colocou ração, acreditando que ele apareceria, e foi dormir.
No dia seguinte, chamou pelo cachorro, mas ele não aparecia. Antes de continuar a procura, ligou a TV e percebeu que ela estava chiando, como se estivesse sem sinal. Estranhamente, o áudio funcionava — assim como no smartphone.
A diferença era que o smartphone permanecia com a tela completamente preta. Sem imagem, não havia sequer como fazer uma ligação por ele.
Continuou procurando pelo animal até perceber, com um aperto no peito, que o cachorro realmente havia desaparecido. Olhou as câmeras, mas elas pareciam estar com defeito. Espalhou cartazes por toda a cidade, porém ninguém o tinha visto.
Aquilo era esquisito — não havia como o animal ter fugido sozinho.
Mais estranho ainda era o fato de o smartphone funcionar apenas quando ele saía de casa, já que, enquanto estava no carro voltando da viagem, o aparelho também não funcionava.
Preocupado, pediu para sua avó cuidar das plantas enquanto ele saía para procurar o cão.
Mas, ao retornar, sua avó também havia sumido. Tentou ligar para ela, foi até sua casa — nada. Nenhuma resposta.
Desesperado, chamou a polícia.
Os investigadores também acharam tudo muito estranho: primeiro o cachorro... agora, a avó.
Enquanto a polícia investigava, o botânico continuava estudando a flor misteriosa. Enviou algumas amostras para seu antigo professor.
Semanas depois, a polícia começou a tratá-lo como suspeito, devido à falta de provas.
Afinal, tanto o cachorro quanto a avó desapareceram dentro da casa dele, e não havia qualquer sinal de que outra pessoa tivesse entrado ali.
Sem chão, voltou para casa, imaginando o pior.
Além disso, nenhum técnico conseguiu resolver o problema dos aparelhos eletrônicos.
Decidiu então conferir novamente as câmeras de segurança — as mesmas que ele e os policiais já sabiam estar com defeito.
Foi nesse momento que percebeu a falha bizarra à qual eles se referiam. Na primeira vez, não havia observado com atenção o que realmente ocorria. A gravação simplesmente travava e, em seguida, voltava ao normal, repetindo o ciclo de forma rápida e constante.
Nada era registrado de maneira adequada — apenas imagens borradas, distorcidas e desfocadas. Ele percebeu que as câmeras funcionavam normalmente antes de voltar da viagem. Algo não estava certo, mas, antes que pudesse ligar alguns pontos…
De repente, o telefone tocou.
Ele estava na estufa.
Atendeu.
Era seu professor.
— Essa flor não é uma flor… é uma planta — disse, com a voz tensa. — E, além disso, ela é anormal.
Houve uma pausa curta.
— Ela parece afetar qualquer tipo de imagem em objetos eletrônicos… algo que eu nunca vi antes.
— E há mais: ela é carnívora…
Outra pausa, mais pesada.
— Onde exatamente você a deixou?
Ao ouvir aquilo, o botânico arregalou os olhos.
Um som grotesco ecoava do canto da mesa onde a planta estava.
Virou-se lentamente e deixou o telefone cair no chão.
A planta agora estava enorme — maior do que ele.
Tinha olhos.
Estava olhando para ele.
E, naquele instante, ele entendeu o que havia acontecido com seu cachorro.
E com sua avó.
Mas já era tarde demais.
A planta caótica escancarou sua gigantesca boca...
E o devorou por inteiro.
Como fez com todos antes.
Como fará com todos depois.
Era pequena, coberta por espinhos, mas havia algo diferente nela, algo que ele não conseguia explicar. Parecia ainda não ter florescido.
Curioso, ele a colocou em um vaso para estudá-la melhor.
Depois de uma longa viagem de volta para casa, colocou a flor em sua estufa, sobre a mesa de estudos. Ali mesmo, ligou para seu antigo professor pelo telefone fixo, que ficava ao lado da mesa, já que a tela do smartphone parecia ter pifado.
Queria contar sobre o achado — sem perceber que seu cachorro havia se aproximado da pequena flor.
O animal começou a latir insistentemente, mas o dono, ocupado na ligação, ignorou os latidos... até que eles cessaram, de repente.
Ao terminar a chamada, chamou pelo cachorro — mas ele não respondeu. Colocou ração, acreditando que ele apareceria, e foi dormir.
No dia seguinte, chamou pelo cachorro, mas ele não aparecia. Antes de continuar a procura, ligou a TV e percebeu que ela estava chiando, como se estivesse sem sinal. Estranhamente, o áudio funcionava — assim como no smartphone.
A diferença era que o smartphone permanecia com a tela completamente preta. Sem imagem, não havia sequer como fazer uma ligação por ele.
Continuou procurando pelo animal até perceber, com um aperto no peito, que o cachorro realmente havia desaparecido. Olhou as câmeras, mas elas pareciam estar com defeito. Espalhou cartazes por toda a cidade, porém ninguém o tinha visto.
Aquilo era esquisito — não havia como o animal ter fugido sozinho.
Mais estranho ainda era o fato de o smartphone funcionar apenas quando ele saía de casa, já que, enquanto estava no carro voltando da viagem, o aparelho também não funcionava.
Preocupado, pediu para sua avó cuidar das plantas enquanto ele saía para procurar o cão.
Mas, ao retornar, sua avó também havia sumido. Tentou ligar para ela, foi até sua casa — nada. Nenhuma resposta.
Desesperado, chamou a polícia.
Os investigadores também acharam tudo muito estranho: primeiro o cachorro... agora, a avó.
Enquanto a polícia investigava, o botânico continuava estudando a flor misteriosa. Enviou algumas amostras para seu antigo professor.
Semanas depois, a polícia começou a tratá-lo como suspeito, devido à falta de provas.
Afinal, tanto o cachorro quanto a avó desapareceram dentro da casa dele, e não havia qualquer sinal de que outra pessoa tivesse entrado ali.
Sem chão, voltou para casa, imaginando o pior.
Além disso, nenhum técnico conseguiu resolver o problema dos aparelhos eletrônicos.
Decidiu então conferir novamente as câmeras de segurança — as mesmas que ele e os policiais já sabiam estar com defeito.
Foi nesse momento que percebeu a falha bizarra à qual eles se referiam. Na primeira vez, não havia observado com atenção o que realmente ocorria. A gravação simplesmente travava e, em seguida, voltava ao normal, repetindo o ciclo de forma rápida e constante.
Nada era registrado de maneira adequada — apenas imagens borradas, distorcidas e desfocadas. Ele percebeu que as câmeras funcionavam normalmente antes de voltar da viagem. Algo não estava certo, mas, antes que pudesse ligar alguns pontos…
De repente, o telefone tocou.
Ele estava na estufa.
Atendeu.
Era seu professor.
— Essa flor não é uma flor… é uma planta — disse, com a voz tensa. — E, além disso, ela é anormal.
Houve uma pausa curta.
— Ela parece afetar qualquer tipo de imagem em objetos eletrônicos… algo que eu nunca vi antes.
— E há mais: ela é carnívora…
Outra pausa, mais pesada.
— Onde exatamente você a deixou?
Ao ouvir aquilo, o botânico arregalou os olhos.
Um som grotesco ecoava do canto da mesa onde a planta estava.
Virou-se lentamente e deixou o telefone cair no chão.
A planta agora estava enorme — maior do que ele.
Tinha olhos.
Estava olhando para ele.
E, naquele instante, ele entendeu o que havia acontecido com seu cachorro.
E com sua avó.
Mas já era tarde demais.
A planta caótica escancarou sua gigantesca boca...
E o devorou por inteiro.
Como fez com todos antes.
Como fará com todos depois.
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